Principal processo da Operação Anaconda deve ser julgado até quinta

Dezesseis desembargadores que integram o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal (TRF), em São Paulo, começaram a julgar às 10h40 de hoje, em sessão secreta, o principal processo da Operação Anaconda, sobre suposto esquema de corrupção na Justiça Criminal Federal de Primeira Instância.Doze réus entre eles três juízes federais respondem à acusação de formação de quadrilha, crime punível com pena variável de 1 a 3 anos de prisão. A decisão só será conhecida na noite de quinta-feira .Dos 12 réus , nove estão presos preventivamente há mais de um ano. Entre eles, o juiz João Carlos da Rocha Mattos. Responde ao julgamento em liberdade dois outros magistrados, os irmãos Ali e Casem Mazloum, além do delegado federal Dirceu Bertin, ex-corregedor.Estão na cadeia os delegados da Polícia Federal José Augusto Belini e Jorge Luiz Bezerra da Silva ( aposentado ) O agente da PF César Hermann Rodriguez, os empresários Wagner Rocha e Sérgio Chiamarelli Júnior, os advogados Carlos Alberto da Costa Silva e Affonso Passarelli Filho, além de Norma Regina Emílio Cunha, ex- mulher do juiz Rocha Mattos.Três outras ações penais contra os réus serão julgadas pelo TRF em 2005. O julgamento será público, pois já estará em vigor a reforma do Judiciário que proíbe as sessões secretas. Os primeiros a chegar no Tribunal foram os irmãos Mazloum e o delegado Jorge Luiz Bezerra da Silva que estava amparado por uma enfermeira e respirava com o auxílio de um tubo de oxigênio.Os demais réus presos chegaram com uma hora e dez minutos de atraso, pois as três viaturas da PF que os conduzia ficaram retidas no congestionamento da marginal, provocado pelo tombamento de um caminhão. A van que conduzia Rocha Mattos, por ser muito alta, não pode entrar na garagem do TRF. O juiz desceu na porta e gesticulou para os repórteres, dando a entender que posteriormente queria falar com eles. Estava de terno e gravata e com os cabelos longos. Os dois primeiros dias do julgamento serão dedicados a leitura do relatório de cerca de 300 páginas, elaborado pela desembargadora Teresinha Caserta e aos debates que durarão 13 horas. Uma hora para a acusação a cargo das procuradores da República Ana Lúcia Amaral e Janice Ascari e uma hora para a defesa de cada um dos réus.

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