Primo do governador de PE será presidente da Embrapa

Na estatal há 29 anos, Pedro Arraes é Ph.D em genética e melhoramento

João Domingos, O Estadao de S.Paulo

02 de julho de 2009 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve nomear amanhã o agrônomo geneticista Pedro Arraes como novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Embrapa está sem presidente desde março, quando o físico Sílvio Crestana se demitiu. Arraes é funcionário de carreira da estatal e ocupa, pela segunda vez, o cargo de chefe da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antonio de Goiás, na região metropolitana de Goiânia.Embora Arraes seja primo do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a escolha dele é técnica e não política. Tanto é que o presidente Lula, desta vez, decidiu escolher o novo presidente da Embrapa sem consultar nenhum partido, nem o mesmo o PT, que foi padrinho de Crestana. Arraes tem 56 anos, é Ph.D em Genética e Melhoramento de Plantas e está na Embrapa há 29 anos. Dirigiu o Labex, o Laboratório virtual da Embrapa nos Estados Unidos entre 2003 e 2007.A escolha de Arraes não agrada ao PT, que defendia um nome ligado aos deputados Pedro Eugênio e Fernando Ferro, ambos de Pernambuco. Eles queriam a indicação do também geneticista José Geraldo Eugênio, que foi secretário de Agricultura de Eduardo Campos no governo de Pernambuco.O ex-ministro Delfim Netto, conselheiro informal de Lula, defendeu junto ao presidente a nomeação de Arraes, por considerar que é o nome mais categorizado entre os que constam numa lista tríplice como candidatos à presidência da Embrapa. Os outros dois são Dante Scolari e Élsio Figueiredo.Os três nomes foram selecionados num processo que teria blindado candidatos. Primeiro, centros de pesquisas indicaram oito nomes. Um comitê de busca afunilou a lista e chegou a três nomes. Esse processo não foi de agrado do PT, que o considerou muito secreto.A Embrapa é uma das estatais brasileiras de maior credibilidade tanto no País quanto no exterior. Seu orçamento para este ano é de R$ 1 bilhão. Está em fase de expansão e deverá abrir três novas unidades até 2010.

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