Primo de Aécio e assessor de Perrella deixam prisão em Belo Horizonte

Andrea Neves deixou a prisão durante a madrugada; STF converteu prisão preventiva dos três na terça-feira para prisão domiciliar

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 15h16

BELO HORIZONTE - O primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima, deixaram no início da tarde de hoje, 22, a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde estavam desde 18 de maio, quando foram presos pela Polícia Federal na Operação Patmos. Andrea Neves, irmã do senador, também presa na operação, deixou a Penitenciária Estevão Pinto, em Belo Horizonte, na capital, durante a madrugada.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na última terça-feira, 20, os três ficarão em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Frederico e Mendherson foram encarregados de transportar R$ 2 milhões que, segundo delação premiada de Joesley Batista, da JBS, saíram da empresa para o senador Aécio Neves. A irmã do parlamentar afastado é apontada como intermediadora das negociações para o repasse dos recursos, conforme as investigações da Polícia Federal.

Assim como Andrea Neves, Pacheco e Mendherson já deixaram a penitenciária utilizando a tornozeleira eletrônica, foram levados em viaturas da Polícia Federal para o Instituto Médico Legal (IML), e deixados em suas residências. Andrea e Frederico moram em condomínios na Grande Belo Horizonte. Já Mendherson tem casa no bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo nota da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), os procedimentos foram tomados com base em "padrão dos presos federais".

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