Primeiro satélite brasileiro completa 8 anos

O primeiro equipamento de tecnologia espacial brasileiro a entrar em órbita, o Satélite de Coleta de Dados-1 (SCD-1), completa no próximo dia 9 seu oitavo ano no espaço. O projeto inicial previa a vida útil do aparelho para apenas um ano, mas sua colocação precisa em torno da Terra e o bom funcionamento de seus componentes elevou sua vida útil. Uma marca histórica para um satélite considerado de pequeno porte, com peso aproximado de 100 quilos. O SCD-1 foi produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e recolhe informações ambientais de diversos pontos do País que são usados tanto na meteorologia para no monitoramento de represas.O satélite foi lançado em 1993, pelo foguete norte-americano Pegasus, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. O chefe do Centro de Controle e Rastreio (CRC) do instituto, Pawel Rozenfeld, informou que o comportamento do satélite está estável nos últimos anos. O monitoramento do aparelho mostra que essa situação manterá o SCD-1 operacional por um tempo maior. " O comportamento está estável e controlado", avisou.A queda das rotações em seu próprio eixo, processo que estabiliza o satélite, mostrou uma diminuição. A conseqüência foi a queda de altitude e o baixo rendimento da bateria deveriam afetar a sua operação. Porém, Rozenfeld informou que essas variações têm sido pequenas nos últimos anos. A bateria começou a apresentar desgastes mais acentuados em 1995, quando o Inpe adotou um novo plano de vôo que possibilitou prolongar a vida útil do satélite.Neste ano, o centro de controle optou por economizar energia em vários sistemas e subsistemas, que passaram a ser desligados instantes antes de o satélite sair da área de rastreio da antena do Inpe, instalada em Cuiabá (MT). Os técnicos que monitoram o SCD-1 fazem a conexão com o satélite via antena de Cuiabá, enviando telecomandos para ligar e desligar equipamentos. Sempre que completa suas órbitas em torno da Terra, os sistemas são religados quando a passagem é sobre o Brasil quando o equipamento recebe e transmite seus dados.A missão de coleta de dados ambientais, hídricos e meteorológicos do SCD-1 tem desde 1998 o complemento das informações do SCD-2, que se encontra numa órbita complementar. Desde 1999, entrou o satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), produzido e lançado com a China. Nos últimos oito anos, o Brasil também perdeu três satélites. Os dois Satélites de Aplicação Científica (Saci) e o SCD-2 A nunca chegaram a funcionar, sendo que dois deles foram destruídos nos lançamentos fracassados do Veículo Lançador de Satélite (VLS).

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