Primeiro na linha sucessória, Maia não se manifesta sobre denúncia

Presidente da Câmara passa o dia sem dar declarações à imprensa e prepara proposta de rito para tramitação de acusação na Casa

Isadora Peron e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 22h40

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou se pronunciar sobre a denúncia apresentada na segunda-feira, 26, contra o presidente Michel Temer. A tramitação do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) depende do aval da Casa.

Nesta terça-feira, 27, Maia passou o dia sem dar declarações à imprensa e, diferentemente de outros parlamentares da base, não foi ao Palácio do Planalto acompanhar o pronunciamento de Temer, que chamou as acusações da Procuradoria-Geral da República de “ilações”.

Primeiro na linha sucessória da Presidência, Maia tem se mostrado um fiel aliado de Temer. Até agora, por exemplo, não se manifestou sobre os pedidos de impeachment protocolados na Câmara contra o peemedebista. Nomes próximos ao presidente da Câmara, no entanto, afirmam que ele deve assumir um papel mais “institucional” diante da denúncia movida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Aos deputados da oposição, Maia comunicou que já encomendou à Secretaria-Geral da Mesa uma proposta de rito para a tramitação do caso e que iria apresentá-la aos parlamentares na quinta-feira, 29.

Em bloco. Diante da possibilidade de Janot apresentar novas denúncias contra Temer, deputados da base estudam se há como votar em conjunto todas as ações penais movidas contra o presidente. Na segunda-feira, 26, Janot apresentou apenas uma delas, em que acusa o peemedebista de corrupção passiva. Há a expectativa de que ao menos mais uma seja movida contra Temer, por obstrução da Justiça. Uma terceira, mais ampla, poderia enquadrar Temer no crime de organização criminosa ao lado de outros nomes da cúpula do PMDB.

Maia indicou, durante reunião com líderes nesta terça, que as denúncias não devem ser apreciadas em bloco. Maia disse que fatos diferentes serão tratados separadamente, a menos que haja alguma similaridade entre eles. Ao Estado/Broadcast Político, Maia afirmou que falou "em tese", pois ainda aguarda um estudo da equipe técnica sobre o caso envolvendo Temer. / COLABOROU JULIA LINDNER

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