André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Primeiro desafio de Temer é restaurar confiança no Brasil, diz Meirelles

Após terceiro encontro com o vice, em São Paulo, o ex-presidente do Banco Central negar haver 'convite formal' para assumir a Fazenda num eventual governo do peemedebista

Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2016 | 12h44

SÃO PAULO - O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles afirmou que um grande desafio a ser enfrentado por um eventual governo Michel Temer (PMDB) é, "em primeiro lugar, restaurar a confiança na solvência futura do Estado brasileiro". Meirelles teve nesta sexta-feira, 29, seu terceiro encontro com o vice - desta vez, na casa de Temer em São Paulo - e disse não haver "convite formal" para assumir o Ministério da Fazenda. "A conversa hoje foi fundamentalmente informativa, de aconselhamento, de apresentação de diagnóstico e sugestões", afirmou. "É um prosseguimento de conversas. Ele está conversando com várias pessoas. E certamente é um passo importante para que ele possa se informar sobre a situação real e as diversas visões." 

Meirelles destacou que são necessárias "medidas que possam, conjuntamente com a restauração da confiança, levar a um aumento do investimento, e em consequência das contratações" e concessões de empréstimos. Seriam, segundo o ex-presidente do BC, ações "para que as empresas voltem a produzir, contratar e reverter a trajetória de contração da economia brasileira, o que é fundamental e que todos os brasileiros esperam".

Questionado por jornalistas se haveria alguma necessidade de alteração de programas sociais, Meirelles destacou: "Acredito que não. Não estou entrando especificamente em detalhes. A prioridade no social é muito importante."

Congresso. Para Meirelles, o Congresso vai aprovar as medidas sugeridas por um eventual governo Temer na área econômica. "Existe hoje uma consciência nacional de que se precisa restaurar o equilíbrio macroeconômico para que o Brasil volte a crescer e beneficiarmos todos os brasileiros."

Questionado por jornalistas se os juros deveriam baixar, Meirelles afirmou, em tom cordial: "Isso é com o Banco Central."

 

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