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Primeira-dama de MG se diz surpresa e Pimentel não comenta buscas da PF

Por meio de nota divulgada pelo seu advogado, Carolina Oliveira Pimentel afirmou que as investigações vão servir para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o episódio; governador do Estado não quis comentar caso

Fábio Fabrini e Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2015 | 16h00

Atualizado às 17h55

Belo Horizonte - Investigada pela Polícia Federal dentro da Operação Acrônimo, a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, divulgou nota  por meio de seu advogado Pierpaolo Cruz Bottini nesta sexta-feira, 29, afirmando ter visto "com surpresa a operação de busca e apreensão realizada em sua antiga residência, em Brasília". O Estado de Minas também divulgou nota, dizendo apenas que o governo não é "objeto de investigação nesse processo". O governador Fernando Pimentel (PT) não se pronunciou sobre a operação da Polícia Federal.

Nesta sexta-feira, a PF vasculhou um apartamento mantido por Carolina na Asa Sul, em Brasília, no qual ela morava até se mudar para Belo Horizonte, no ano passado. A ação integra a Operação Acrônimo, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de colaboradores da campanha de Pimentel ao governo mineiro. 

Carolina Oliveira é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), cargo em Minas tradicionalmente ocupado por primeiras damas do Estado. A nota, assinada pelo seu defensor Pierpaolo Bottini, de São Paulo, afirma ainda que Carolina "acredita que a própria investigação vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas".

Em Belo Horizonte, uma das buscas e apreensões dentro da operação foi feita no apartamento do ex-deputado federal Virgílio Guimarães (PT), um dos fundadores do partido em Minas Gerais. Depois de quatro mandatos consecutivos na Câmara Federal, o ex-parlamentar não se candidatou em 2010 e lançou como candidato seu filho, Gabriel Guimarães (PT), que venceu a disputa naquele ano. Quatro anos mais tarde, foi reeleito.

Virgílio, de 66 anos, nunca escondeu ter sido ele quem apresentou o publicitário Marcos Valério - ambos são de famílias que viveram em Curvelo, Região Central de Minas -, ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e ao ex-ministro José Dirceu, todos condenados no mensalão.

Leia a íntegra da nota da primeira-dama de Minas:

"A senhora Carolina Oliveira tomou conhecimento das investigações realizadas pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, mas viu com surpresa a operação de busca e apreensão realizada em sua antiga residência, em Brasília. Carolina acredita que a própria investigação vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas".

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