Primeira-dama de Campinas pede exoneração de cargo

Apontada como pivô de suposto esquema de corrupção na administração da cidade, Rosely Nassim Jorge dos Santos deixa de ser secretária-chefe do Gabinente

Tatiana Fávaro

02 de junho de 2011 | 20h00

A primeira-dama Rosely Nassim Jorge dos Santos, apontada como o centro do suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos desmantelado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), voltou à sede do Ministério Público do Estado de São Paulo em Campinas (SP) na tarde desta quinta-feira, 2, para prestar depoimento e, depois, pediu exoneração do cargo de secretária-chefe de Gabinete.

Acompanhada do advogado Eduardo Carnelós, Rosely não falou com a imprensa. Em férias desde segunda-feira, ela pediu a exoneração irrevogável do cargo. O pedido, aceito pelo marido e prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), foi feito após o comparecimento da então secretária ao Ministério Público, onde permaneceu por quase três horas. Ela havia se apresentado espontaneamente na quarta-feira, 1º, e, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas, manteria silêncio enquanto não tivesse conhecimento sobre as conversas gravadas e detalhes da investigação.

Além dela, compareceu ao Gaeco nesta quinta o empresário Maurício Manduca, apontado como um dos lobistas do suposto esquema. Manduca apresentou-se à Justiça na quarta. Com prisão decretada no dia 20, quando 11 pessoas foram presas em megaoperação da polícia e Ministério Público, o empresário foi encaminhado à cadeia do 2º Distrito Policial, para onde voltou depois de deixar a Promotoria.

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