
01 de junho de 2011 | 23h00
CAMPINAS - A primeira-dama e secretária-chefe de Gabinete de Campinas, Rosely Nassim Jorge dos Santos, apresentou-se espontaneamente na tarde desta quarta-feira, 1º, ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.
Rosely é apontada como centro da organização criminosa que teria desviado R$ 615 milhões dos cofres públicos. Promotores querem sua prisão. A mulher do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), o Dr. Hélio, deve voltar hoje ao Gaeco para prestar depoimento. Rosely não deu entrevistas.
A primeira-dama conseguiu habeas corpus para não ser submetida a medidas coercitivas, como prisão, durante as investigações. Desde segunda-feira, ela está em férias. Segundo a Prefeitura de Campinas, o descanso já estava programado. Aos promotores, ela entregou petição em que se coloca à disposição do Ministério Público "quantas vezes necessário for para colaborar com a marcha processual".
A defesa alega que a Procuradoria Geral de Justiça afirmou ao TJ que não há suspeitas sobre Dr. Hélio. O advogado Eduardo Carnelós, que defende Rosely, classificou como "imoral, indecente" as acusações contra sua cliente. Segundo Carnelós, "querem atingir politicamente o prefeito de Campinas". A Promotoria reagiu e considerou "inaceitável" o que chamou de tentativa de atribuir ao Ministério Público atos abusivos e arbitrários.
Lobistas. Nesta quarta também se apresentou à Justiça o empresário Maurício Manduca, apontado como lobista do suposto esquema de corrupção e considerado foragido após ter prisão decretada no último dia 20, quando a megaoperação da polícia e do Ministério Público prendeu 11 suspeitos de participação no suposto esquema de Campinas.
Na segunda-feira, 30, outro empresário, Emerson Geraldo de Oliveira, depôs no Gaeco. Oliveira e Manduca seriam a ponte entre prefeitos e empresários envolvidos na organização. Seus nomes vieram à tona em setembro, quando foi deflagrada a primeira fase da operação.
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