Previ vê motivação política em denúncias contra fundos

O presidente da Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, Sérgio Rosa, disse haver motivações políticas nas acusações feitas por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) dos Correios. "Há sim motivações políticas (nas denúncias), algo normal na disputa entre governo e oposição, bem como de outros assuntos, de disputa comercial entre empresas", declarou o executivo, após participar de um encontro com a imprensa organizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).De acordo com Rosa, a CPMI divulgou "denúncias infundadas e levianas" sobre operações supostamente prejudiciais aos fundos. Ele disse que os dados apresentados pelo deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), sub-relator de fundos de pensão da CPMI, se tratavam de "prestação de contas" e não de um "relatório definitivo".Rosa argumentou também que a CPMI não divulgou a metodologia de cálculo considerada para aferir as perdas. "É incrível, mas ninguém assume a paternidade das informações. Não sabemos como chegaram a tais valores e, evidentemente, não temos como responder", reclamou.Ao mesmo tempo, o presidente da Previ afirmou que tal exposição pública trouxe "inquietação" aos participantes dos fundos e, também por isso, a Previ entrou em contato com a CPMI dos Correios para obter informações e prestar esclarecimentos, mas até o momento, de acordo com Rosa, não obteve nenhum retorno.Ao fazer uma série de críticas ao conteúdo dos noticiários, que estariam prejudicando a credibilidade dos fundos, o presidente da Previ tentou mostrar os aspectos positivos do setor, ao destacar a garantia de renda futura a quem se aposenta e também pelo fato de os fundos investirem em projetos de infra-estrutura e em empresas brasileiras, citando os casos de Perdigão, Companhia Vale do Rio Doce e Embraer. "Isso se não matarem o sistema, com tantos ataques infundados como vêm acontecendo", disse.

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