Celso Juior/AE
Celso Juior/AE

Pressionados, deputados do DF evitam voltar à Câmara

Manifestantes passaram a madrugada de quarta para quinta acampados no parlamento distrital

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S.Paulo,

03 de dezembro de 2009 | 20h21

Os deputados do Distrito Federal evitaram aparecer na Câmara Legislativa nesta quinta-feira, 3, alegando falta de segurança. Nove dos 24 integrantes da Casa são suspeitos de envolvimento no mensalão, e o plenário está pressionado por manifestantes, que passaram a madrugada de quarta para quinta na Câmara. Na noite desta quinta, os manifestantes estão em vigília em frente ao legislativo distrital.    

 

A sessão para escolher um novo corregedor para dar seguimento ao processo de quebra de decoro desses nove parlamentares foi adiada para terça-feira por falta de quórum.

Cerca de 50 manifestantes passaram a noite na Câmara, mas assim que amanheceu, o número foi crescendo. No início da tarde, já havia cerca de 100 pessoas. Depois de uma reunião com a mesa diretora da Casa, o grupo deixou o plenário e se concentrou nas galerias e nos corredores, esperando a eleição do novo corregedor.

 

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O atual corregedor, Júnior Brunelli (PSC), é um dos que aparecem recebendo dinheiro no mensalão do Distrito Federal. Ele até lidera a oração pelo bem-estar do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, que fazia o pagamento.

O presidente interino da Casa, Cabo Patrício (PT), chegou a abrir a sessão, para fechá-la em seguida por falta de quórum. "Aos manifestantes que estão na galeria queria avisar que os parlamentares anunciaram que não vêm à Casa por que não se sentem seguros", disse Patrício. Em seguida, o grupo voltou para o plenário. Dessa vez, de forma organizada e pacífica. Chegaram a esperar pela autorização dos seguranças.

"Nós garantimos todas as condições para que eles trabalhassem. Só não garantimos impunidade para eles fazerem o que quiserem aqui escondidos. Se for para eles trabalharem, nós sairemos do plenário, mas não vão ficar aqui num castelo fechado", disse Paíque Duque Lima, um dos líderes do movimento.

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