Pressionado por Renan, senador renuncia ao Conselho de Ética

Valladares tinha lançado candidatura à presidência do órgão, mas líder do PMDB vetaria: ele quer Paulo Duque

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo,

15 de julho de 2009 | 12h20

O senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE) subiu à tribuna do Senado nesta quarta-feira, 15,  para anunciar a sua renúncia como integrante do Conselho de Ética do Senado. Valadares tinha lançado sua candidatura à presidência do Conselho, mas teria tido seu nome vetado pelo líder do PMDB, Renan Calheiros. A expectativa é que o Conselho de Ética se reúna ainda nesta quarta-feira e eleja o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) para presidir o órgão pelos próximos dois anos.

 

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Duque é segundo suplente do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e teve uma atuação considerada "ótima" pelos líderes governistas, ao presidir na terça-feira a instalação dos trabalhos da CPI da Petrobras.

 

O Conselho de Ética vai analisar representação do PSOL contra o presidente do Senado, José Sarney e três denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio também contra Sarney, por quebra de decoro.

 

Na terça-feira, o conselho  não foi instalado npor falta de quórum. Os líderes dos partidos governistas esvaziaram a sessão do conselho, impedindo o início do seu funcionamento. Após a instalação, o órgão deverá analisar as duas representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP): uma sobre os atos secretos e outra sobra a fundação que leva o nome do senador.

 

O Senado aprovou nesta terça os nomes dos titulares e suplentes do Conselho de Ética da Casa. Para impedir qualquer investigação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a cúpula do PMDB e os partidos da base aliada indicaram parlamentares da chamada "tropa de choque" para integrar o conselho. Com o controle de 10 do total de 15 votos de titulares do conselho, os governistas vão blindar Sarney e usar como argumento para arquivar a representação o fato de a maioria dos atos secretos ter sido editada na legislatura passada.

 

Serão titulares do conselho os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Heráclito Fortes (DEM-PI), Eliseu Resende (DEM-MG), Wellington Salgado (PMDB-MG), Almeida Lima (PMDB-SE), Gilvam Borges (PMDB-AP), Paulo Duque (PMDB-RJ), Marisa Serrano (PSDB-MS), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Gim Argello (PTB-DF), João Durval (PDT-BA), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), João Pedro (PT-AM), João Ribeiro (PR-TO) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).

 

Já os suplentes serão os senadores Antonio Carlos Junior (DEM-BA), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Romero Jucá (PMDB-RR), Maria do Carmo Alves (DEM-SE), Valdir Raupp (PMDB-RO), Mão Santa (PMDB-PI), Lobão Filho (PMDB-MA), Arthur Virgílio (PSDB-AM), João Vicente Claudino (PTB-PI), Jefferson Praia (PDT-AM), Delcídio Amaral (PT-MS), Ideli Salvatti (PT-SC), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Augusto Botelho (PT-RR).

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