Pressionado, Lula diz que luta para reaparelhar Exército

O comandante do Exército, general Enzo Peri, aproveitou sua mensagem em comemoração ao dia da Força, para defender a necessidade de reaparelhamento das Forças Armadas. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente à cerimônia, ao lado da primeira-dama, Marisa Letícia, que há tempos não comparecia a solenidades, reconheceu que as Forças Armadas precisam estar "muito bem equipadas e adestradas" e assegurou que está "empenhado firmemente" em cumprir com esse objetivo. "Em diversas oportunidades vossa excelência elogiou publicamente nosso profissionalismo e ressaltou a prioridade com que trata o nosso reaparelhamento. Colocou, então, com indiscutível propriedade, a necessidade absoluta de possuirmos Forças Armadas compatíveis com a grandeza da estratégia de nossa Pátria", disse o general Enzo Peri, depois de citar que, ao longo de seu governo, Lula tem acompanhado o trabalho da força em atividades operacionais, missões de paz, ajudando no desenvolvimento nacional e na garantia da lei e da ordem. "Em todas as situações, nos mantemos orientados por uma condição primordial, que jamais pode ser esquecida ou minimizada: a capacidade de cumprir nossa missão constitucional". Na sua mensagem ao Exército, o presidente destacou as diversas atuações da força no Brasil e no exterior e lembrou que para executá-las, "o país precisa de Forças Armadas muito bem equipadas e adestradas". E, mais uma vez, sinalizou que vai atender ao maior anseio das forças, no momento, que é pelo reaparelhamento delas, assunto recorrente em todas as oportunidades. Sem recursos O ministro da Defesa, Waldir Pires, por sua vez, acha que, anteriormente, "não convinha" falar sobre reequipamento porque não havia recursos. "Agora, a capacidade financeira do País melhorou e cresceu", afirmou o ministro ao Estado, salientando que o governo está estudando a possibilidade de atendimento das reivindicações, que considera justas. O plano de reequipamento das Forças que havia sido encaminhado no ano passado à Casa Civil previa investimentos de pelo R$ 16 bilhões para a aquisição em modernização de equipamentos, pelo menos nos próximos cinco anos, sendo R$ 7,7 bilhões para a Aeronáutica, R$ 4,3 bilhões para a Marinha e R$ 4 bilhões para o Exército. Os estudos, no entanto, estão sendo remodeladores. A Marinha, por exemplo, que está priorizando a construção de seus submarinos, de navios-patrulha e aquisição de helicópteros, está pleiteando agora R$ 5,2 bilhões para serem aplicados até 2015. O comandante da Marinha tem reclamado, inclusive, da necessidade de liberação dos recursos dos royalties de petróleo que estão contingenciados e somam R$ 2,7 bilhões. Para este ano, de acordo com o Orçamento do Ministério da Defesa, as três forças dispõem apenas de R$ 1,029 bilhão, sendo que R$ 639,5 milhões são para a FAB, R$ 289,4 milhões para a Marinha e apenas R$ 100,2 milhões para o Exército.

Agencia Estado,

19 Abril 2007 | 20h19

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