Pressionado, Lobão Filho confirma que vai abandonar o DEM

Acusado de sonegação fiscal, ele se tornou incômodo após assumir o cargo do pai, que assumiu Minas e Energia

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo,

23 Janeiro 2008 | 21h52

Pressionado pela cúpula do DEM, o senador Edison Lobão Filho (MA) comunicou nesta quarta-feira, 23, ao líder do partido no Senado, Agripino Maia (RN), que vai abandonar a legenda. "Será melhor para ele, melhor para o partido", disse Agripino. Alvo de investigações do Ministério Público em um milionário caso de sonegação fiscal, Lobão Filho tornou-se um incômodo para o partido, principalmente, depois que seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), de quem é suplente no Senado, assumiu o ministério de Minas e Energia. Lobão Filho também deve renunciar ao mandato "Não queremos um senador da base do governo no DEM. Houve, mesmo, pressão para que ele saísse", disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Disse a ele que era uma incoerência política a permanência dele no partido", afirmou Agripino.  Segundo Agripino, o DEM não vai reclamar o mandato de Edison Lobão Filho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em outubro passado, o tribunal decidiu que senadores, prefeitos e governadores - eleitos pelo sistema majoritário - que mudaram de partido após 16 de outubro de 2007 estão sujeitos à perda de mandato se mudarem de partido. Para a cúpula do DEM, Lobão Filho disse que estará em Brasília na próxima segunda-feira. O suplente de senador, segundo informações da família, estava até o início desta semana de férias, nos Estados Unidos. Ele tem prazo de 60 dias para assumir a cadeira e mais 30 dias de prorrogação - desde que justifique motivos para a prorrogação.

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