Pressão por código florestal esvazia debate da Chevron

A articulação pela votação do novo Código Florestal esvaziou a audiência pública conjunta realizada no Senado para que representantes da Chevron explicassem o vazamento de óleo ocorrido neste mês na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O debate teve de ser suspenso momentaneamente, a fim de que o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), participasse de reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para discutir a votação do código no plenário da Casa. No momento, apenas os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Eduardo Suplicy (PT-SP) acompanham o debate.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

29 de novembro de 2011 | 12h17

Durante o debate, o supervisor de Meio Ambiente da Chevron, Luiz Alberto Pimenta Borges, negou qualquer responsabilidade da companhia no vazamento de petróleo, afirmando que a empresa agiu rapidamente, "em quatro dias", para conter o vazamento. "Foi um resultado excelente", comentou, acrescentando que a companhia está trabalhando com transparência e se compromete a evitar futuros acidentes.

Presente no debate, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Curt Trennepohl, ressaltou que o órgão multou a Chevron em R$ 50 milhões, complementando que poderá ser aplicada outra sanção, no valor de R$ 10 milhões, caso a empresa não cumpra o plano de emergência firmado com o governo. O Ibama também se comprometerá com a fiscalização para que esses recursos sejam revertidos à efetiva reparação dos danos ambientais.

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