Pressão do PDT mantém secretário do MTE no cargo

Apesar da expectativa do governo de que o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego MTE), Paulo Roberto dos Santos Pinto, pedisse afastamento do cargo ainda nesta segunda-feira, 9, ainda que temporariamente, enquanto estivessem ocorrendo investigações da Polícia Federal sobre irregularidades na Pasta, ele se mostrou irredutível e permaneceu na função. Paulo Pinto alega que não foi indiciado e que não há acusações formais contra ele. A saída do secretário do MTE era dada como certa pelo Palácio do Planalto.

TÂNIA MONTEIRO), Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 21h00

No início da noite desta segunda-feira, a situação do secretário-executivo do MTE se reverteu e ele se manteve no posto, mesmo durante as apurações pela Polícia Federal. Pressões do PDT garantiram a manutenção de Paulo Pinto no cargo. Apesar da permanência no posto, politicamente a situação dele continua sendo bastante delicada.

Pela manhã, Paulo Pinto foi conduzido pela Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento sobre irregularidades em convênios da Pasta com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de Minas Gerais. Ele ocupa o cargo "número dois" do MTE, ficando atrás apenas do titular da Pasta, Manoel Dias, que também é do PDT, mas não foi afetado pelo escândalo. Paulo Pinto ocupou o cargo interino de ministro do Trabalho e Emprego durante cerca de cinco meses, de dezembro de 2011 a maio de 2012, no período entre a saída de Carlos Lupi do posto e a chegada de Brizola Neto.

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