Presos pela Operação Vampiro tentam fazer saques em bancos

Mesmo presos, integrantes do esquema de fraudes em licitações no Ministério da Saúde tentaram fazer movimentações financeiras, incluindo saques de até R$ 1 milhão. A descoberta foi feita hoje pelo governo, que recebeu informações de um dos bancos. Pela manhã, a secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, foi avisada e acionou todos os orgãos ligadas à área, inclusive o Banco Central e o Conselho de Controle de Operações Financeiras (Coaf), além da Polícia Federal, que já havia pedido - e foi atendida - a indisponibilidade dos bens dos acusados. Segundo Cláudia Chagas, o Departamento de Recuperação de Ativos Financeiros do Ministério da Justiça também vai pedir a retenção dos bens, mas, com base na Lei de Lavagem de Dinheiro. Além disso, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça abriu processo para investigar possível formação de cartel pelas empresas que fornecem medicamentos e equipamentos ao Ministério da Saúde. O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia constatado que laboratórios negociavam entre si para indicar os preços nas licitações. O secretário da SDE, Daniel Goldberg, dará agora à tarde uma entrevista coletiva sobre o assunto. Pela manhã, ao assinar um convênio com a Fundação Getúlio Vargas, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou que "a corrupção é inerente à natureza humana", mas que o governo está trabalhando para reduzir a níveis aceitáveis este tipo de crime no País.

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