Presos na Xeque-Mate depõem, mas mantêm sigilo absoluto

Seguindo advogados, presos evitaram a imprensa ao sair do prédio da Justiça

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

Os três presos durante a Operação Xeque-Mate foram interrogados nesta sexta-feira 29, pelo juiz federal Dalton Kita Conrado, mas mantiveram sigilo absoluto sobre o que disseram ao magistrado. Orientados pelos advogados, entraram no prédio da Justiça Federal, em Campo Grande, sem serem notados pelos jornalistas. Na saída, tiveram o mesmo comportamento.Os interrogados são Sérgio Roberto Carvalho, o major da PM , o policial Civil Edmo Marquette e José Eduardo Abdulahad. O oficial da PM e Abdulahad são apontados pela Polícia Federal como proprietários de caça-níqueis e Marquette seria integrante da organização chefiada pelos dois. Os três completam as audiências, dos sete acusados que permanecem presos em Campo Grande.Os próximos depoimentos são de outros 32 acusados que estão em liberdade. Nos dias 6, 7 e 11, serão ouvidas as testemunhas pela Polícia Federal e pelos advogados dos acusados.BichoBanqueiros do jogo do bicho que ainda mantinham pontos de apostas em Campo Grande, resolveram retirar as bancas. Desde as primeiras horas de ontem (28), dezenas de trabalhadores iniciaram os trabalhos de desmontes dos pontos existentes na periferia da cidade. Nesta sexta-feira,foi a vez do centro da capital e em dois dias de trabalho foram desmanchados 1.500 locais de apostas, segundo calcularam os operários.Eles não revelaram de quem receberam a tarefa, mas explicaram que a determinação é conseqüência direta das ações policiais desencadeadas desde abril deste ano, quando os bingos foram interditados em Campo Grande, conforme determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) 3ª Região.

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