Presos mantém agentes penitenciários reféns

A transferência dos 23 presos da Penitenciária Central do Estado do Paraná, em Piraquara, medida que pode pôr fim à rebelião iniciada na quarta-feira, está marcada para às 10 horas de segunda-feira. Os líderes do motim avisaram que os 26 agentes penitenciários mantidos como reféns só serão libertados depois que os 23 detentos confirmarem que chegaram a seus destinos. Segundo o advogado dos líderes do PCC, Jeronimo Amaral, a tática dos rebelados é tentar evitar qualquer manobra do governo do Estado.Um dos reféns, o agente Marcelo Leoncio de Lima, foi levado até o muro da penitenciária, no fim da manhã de hoje, para falar sobre as condições dos demais funcionários dominados pelos amotinados. Lima disse que os 26 reféns passam bem e não estão feridos. Ele, mais uma vez, pediu que a Polícia Militar não invada o prédio. "Eles estão dispostos a tudo para alcançar o objetivo que traçaram."A preocupação, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, é com o dia de visitas, que aconteceria na segunda, mas foi suspenso por causa da rebelião. Segundo os policiais, os presos que não estão envolvidos no motim podem se revoltar contra os líderes da rebelião. O movimento na PCE começou no fim da tarde de quarta, depois de uma fuga frustrada de presos.A Secretaria de Segurança Pública informou que as transferências de 13 detentos para São Paulo, 4 para Santa Catarina, 4 para Mato Grosso do Sul, 1 para o Pará e o último para o Amazonas estão confirmadas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.