Paulo Lisboa/Brazil Photo Press
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Presos da Lava Jato são transferidos para presídio no PR

Dez dos doze investigados que estavam na sede da PF em Curitiba agora vão ficar em unidade em Pinhais

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

24 de março de 2015 | 11h52

Atualizado às 12h55

Curitiba - Um grupo de dez presos investigados na Operação Lava Jato foram transferidos na manhã desta terça-feira, 24, da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Eles foram em um ônibus.

No grupo estão empreiteiros e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque. O empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o executivo Gérson de Mello Almada, da Engevix, foram mantidos na carceragem da PF porque ainda devem prestar depoimentos entre esta terça e quarta, 25. Mas em seguida eles serão levados para o Complexo Médico-Penal.

A transferência foi autorizada pela Justiça Federal no Paraná, que atendeu a um pedido da PF, que alegou não ter mais espaço nas dependências da custódia.

Cardápio. Os presos terão três refeições por dia preparadas pela equipe de nutricionistas da penitenciária, segundo a Secretaria de Estado de Segurança do Paraná. O café da manhã é composto de dois pães, uma xícara de café ou chá. Já o marmitex terá, no mínimo, 700 gramas. No mês de abril, um dos cardápios vai incluir peito de frango à milanesa, creme de milho, batata souté e salada. Também haverá a opção de feijoada, farinha temperada, couve refogada e salada. Um terceiro vai oferecer linguiça assada, pirão, batata gratinada e salada. Os encarcerados terão direito a sobremesa uma vez por semana: doce de leite ou doce de amendoim. Cada preso poderá receber dois visitantes por semana por um período de duas horas e meia. Todos eles vão passar por revista corporal. Quanto ao uniforme, eles vão usar um moleton laranja ou azul escuro com camiseta branca.

Além de Duque, foram transferidos nesta manhã os empreiteiros Erton Medeiros Fonseca, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, João Ricardo Auler, José Aldemário Pinheiro Filho, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e Sergio Cunha Mendes, Adir Assad e Mario Frederido Mendonça Goes.

A Polícia Federal havia pedido a transferência de 14 dos 19 presos, mas o juiz federal Sérgio Moro recusou a remoção do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró em razão de motivos médicos. Foi mantido na PF também o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia.

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