Preso último foragido na operação que deteve Álvaro Lins

Inspetor da Polícia Civil é acusado de facilitação de contrabando; esquema envolve máfia dos caça-níqueis

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

05 de junho de 2008 | 14h30

O inspetor da Polícia Civil, Hélio Machado da Conceição, conhecido como Helinho, se apresentou nesta quinta-feira, 5, na Polinter, do Rio. Ele era o único dos 16 denunciados pelo Ministério Público Federal em meio à Operação Segurança S/A da Polícia Federal que continuava foragido. Helinho é acusado de facilitação de contrabando. O objetivo da operação era desarticular uma quadrilha que atuava na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB).   Veja também: Corregedor diz que pedirá cassação de Lins na próxima terça PF vê elo entre Álvaro Lins e milícias Entenda a Operação Segurança Pública, que envolve Garotinho PF cumpre mandado de busca na casa do ex-governador PF prende ex-chefe de polícia do RJ; MP denuncia Garotinho   Garotinho também foi denunciado por formação de quadrilha armada, e o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil em sua gestão Álvaro Lins (PMDB) chegou a ser preso em flagrante, depois solto pela Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo esquema, segundo a PF, a quadrilha teria usado a estrutura da Polícia Civil do Rio para praticar crimes de lavagem de dinheiro, facilitar contrabando e corrupção. Lins e Garotinho, que seriam os "chefes" do grupo, teriam mantido esquema com policiais para proteger contraventores na guerra pelo controle de caça-níqueis no Rio. De acordo com a PF, o grupo utilizava delegacias estratégicas, principalmente a de Proteção do Meio Ambiente, para realizar as ações.   Na última quarta-feira, o corregedor da Alerj, Luiz Paulo Correa da Rocha, ouviu os argumentos de Lins e disse que ão mudou sua convicção "de que ele (o deputado) faltou com decoro parlamentar em fatos, pretéritos e presentes". Rocha prometeu para a próxima terça-feira a entrega à Mesa Diretora do relatório no qual ele e o sub-corregedor pedirão a cassação do parlamentar do PMDB.   Segundo o corregedor, um dos motivos da cassação é o deputado Álvaro Lins manter em seu gabinete diversas pessoas que já estavam indiciadas no inquérito da Polícia Federal, algumas das quais hoje estão denunciadas pelo Ministério Público. No depoimento, Lins negou todas as acusações e alegou perseguição dos seus desafetos.    

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