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Preso tem ligação com Uruguai

Empresa de Montevidéu é sócia de companhia de cartografia

Marcelo Auler, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

Apontada pelas investigações da Operação Castelo de Areia como empresa criada em paraíso fiscal - Montevidéu, no Uruguai - para ser utilizada na lavagem de dinheiro, a Surpark S/A aparece em registro da Junta Comercial do Rio de Janeiro como sócia da Geomática Tecnologias da Informação Ltda., companhia de cartografia reativada em 2003, em Petrópolis (RJ).A entrada da Surpark como sócia na Geomática deu-se no mesmo mês e ano (janeiro de 2005) em que o doleiro Jadair Fernandes de Almeida - preso no Rio esta semana, durante a operação da Polícia Federal - saiu da sociedade.Foi Jadair quem, segundo despacho do juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, enviou fax para o escritório da Camargo Corrêa, no dia 18 de dezembro de 2008, comprovando a remessa de "750 mil" (provavelmente dólares) da Surpark para a empresa Maynard Services S/A, sediada nas Ilhas Cayman. Estas duas empresas, segundo suspeitas dos investigadores, eram usadas para "lavar dinheiro" obtido com obras superfaturadas.Apontado como doleiro, Jadair não mexe com lojas de câmbio no Rio. Ele é sócio da empresa Ecospar Serviços e Participações. Assim como Jadair, a Ecospar foi sócia da Geomática e saiu na mesma data que seu dono. Já Maristela Brunet, que também é apontada nas investigações como doleira, é sócia com mais duas pessoas da empresa Avantte Consultoria Empresarial e Representação Ltda., que funciona no edifício Marques de Herval, na Avenida Rio Branco, no centro da cidade, onde a Polícia Federal também realizou buscas. Ontem, não havia ninguém na sala comercial que eles utilizam.DESPACHOSA desembargadora federal Maria Cecília Pereira de Mello, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, prometeu despachar até às 11 horas de hoje os pedidos de habeas corpus apresentados ontem pelos advogados de defesa dos presos na Operação Castelo de Areia. A informação foi dada por Márcio Delambert, advogado de Maristela no inquérito.Ela é acusada pela polícia e pela Procuradoria da República de ajudar na remessa de dinheiro do esquema para o exterior. Segundo seu advogado, que alega não ter lido todo o inquérito, Maristela nega todas as acusações que vieram a público.

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