Preso suspeito de grampo no BNDES e Petrobras

O policial civil Luiz Alberto Moura, que estava sendo investigado por supostamente intermediar fitas de conversas gravadas na sede da Petrobras e no BNDES, foi preso por agentes da Polícia Federal (PF). O Ministério Público Federal havia aberto inquérito contra Moura, que tinha prisão temporária determiniada pelo juiz da 1.ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcos André Bizo. A prisão temporária do policial havia sido pedida pelo MPF em abril, quando da tentativa de venda das gravações foi denunciada em reportagem da revista Época do mesmo mês. Moura foi detido pela PF na sede da Justiça Federal, onde compareceu acompanhado de um advogado para saber detalhes do inquérito. De acordo com a procuradora Mônica Campos, que pedira a prisão do policial, ele não teria conhecimento dessa ordem. Pelo mandado de prisão temporária, Moura vai ficar preso por dez dias. Mas ele pode passar mais tempo na prisão, de acordo com a procuradora. Segundo ela, dependendo das provas, poderá ser pedida a prisão preventiva. O policial ainda será interrogado. Na reportagem da revista Época, Luiz Alberto Moura apresentava-se como um advogado, usando o nome de Jorge Luís Moura. Ele teria mandado mensagens por e-mail com supostas transcrições de fitas para pessoas em Brasília. Essas fitas prometiam, em troca de pagamento, revelar supostas negociações entre diretores das duas estatais, ministros e o presidente Fernando Henrique Cardoso. Moura chegou a tocar trechos das gravações, por telefone celular, aos repórteres da Época. Entre as pessoas que tinham sido vítimas da escuta telefônica, estavam o ex- presidente da Petrobrás Joel Mendes Rennó, o assessor especial da Presidência da República, Moreira Franco, e o dono da Marítima, empresa que construiu a plataforma P-36 para a Petrobras, German Efromovich.

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