Preso, prefeito de Taubaté nega envolvimento com crimes

O prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, e sua mulher, Luciana, negaram envolvimento em fraudes, segundo informou a Polícia Federal após colher os depoimentos. O casal foi preso ontem, durante a Operação Urupês, sob suspeita de associação com cartel para fornecimento de merendas e medicamentos, fraudes em licitações, superfaturamento, corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2011 | 09h33

A PF rastreia denúncia sobre duas empresas que teriam pago propinas para Peixoto no valor de R$ 5 milhões. O casal foi capturado em sua própria residência, no centro da cidade. Também foi detido Carlos Anderson dos Santos, ex-chefe do departamento de compras da prefeitura e contador do prefeito.

As prisões têm caráter temporário, por 5 dias. As acusações contra o prefeito remontam a 2007 - ele está em segundo mandato. A PF assumiu a competência sobre o caso porque pode ter ocorrido desvio de recursos da União, repassados para execução de programas nas áreas de educação e saúde.

Dois contratos sob análise pericial da PF provocaram desembolso total de R$ 36 milhões. O delegado Ricardo Carneiro, que conduz a operação, age com cautela. "Este é o valor dos contratos, não sabemos quanto foi objeto de desvio." Carneiro não revelou nomes em respeito ao segredo de Justiça.

Defesa

O casal ocupa celas separadas na Custódia da PF em São Paulo, onde, à noite, receberam cobertores e toalhas. Peixoto está tenso. Luciana, inconformada. O secretário de Governo em Taubaté, Adair Loredo, foi categórico: "O prefeito nunca praticou qualquer ato para prejudicar a investigação, jamais intimidou testemunhas".

"Formalmente, (Peixoto) não sabia sequer do inquérito. Fomos surpreendidos. O dr. Peixoto jamais praticou irregularidade, os contratos obedeceram rigorosamente a Lei de Licitações." Loredo destacou que o edital para merendas foi elaborado sob fiscalização do Ministério Público. Ele rechaça a denúncia de Fernando Gigli. "É um desafeto político do dr. Peixoto." O casal tentou derrubar a ordem de prisão com pedido de reconsideração, que foi negado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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