Preso pela PF em AL recebe alvará de soltura da Justiça

Preso pela Polícia Federal durante a Operação Carranca, Rodrigo Fragoso teve alvará de soltura expedido pela Justiça e teria sido liberado na madrugada de hoje, em Maceió. A PF e o Ministério Público Federal (MPF), no entanto, não confirmam sua liberação. Ele foi preso segunda-feira, quando a operação foi desencadeada em Maceió, no interior do Estado e em Brasília (DF).Fragoso é acusado de integrar uma das quatro organizações criminosas desbaratadas pela PF no início da semana. Ele é acusado de fazer parte do grupo de empresários, políticos, engenheiros e servidores públicos que fraudaram licitações de obras públicas feitas com recursos federais em Alagoas, entre 2004 e 2007. O rombo apurado até o momento é de R$ 20 milhões.Os advogados de Fragoso - Thiago Pinheiro e Wagner Paz - estiveram na sede da Polícia Federal no início da madrugada. Horas depois, no início da manhã, o cliente deles teria deixado a carceragem. Segundo os advogados, não haveria provas suficientes para incriminar Rodrigo Fragoso, e por conta disto foi conseguido o alvará de soltura pela Justiça.Fragoso e mais de vinte pessoas foram presas pela PF durante a Operação Carranca. Eles são suspeitos de desviar verbas federais liberadas por vários ministérios, que teriam sido utilizadas em obras públicas superfaturadas - algumas inexistentes. De acordo com o MPF e a PF, a Carranca desmontou quatro organizações criminosas que desviaram dos cofres públicos quase R$ 20 milhões.O dinheiro era utilizado pelas quadrilhas para comprar carros de luxo, imóveis, mansões, entre outros bens, que foram apreendidos pela Polícia Federal. As contas bancárias movimentadas pelos detidos também foram bloqueadas para facilitar as investigações, conforme informou o procurador federal Rodrigo Tenório, que está à frente das investigações no MPF de Alagoas.Outros presos pela Carranca podem ser liberados até amanhã. Não há confirmação oficial de quem esteja detido na PF. O Ministério Público Federal optou por não divulgar nomes. Segundo Tenório, o sigilo é essencial para o sucesso da investigação.

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