Preso há uma semana, prefeito de Dourados (MS) é expulso do PDT

Ari Artuzi e membros da sua gestão são acusados de envolvimento em esquema de corrupção

João Naves de Oliveira, correspondente de O Estado de S.Paulo,

10 de setembro de 2010 | 13h34

CAMPO GRANDE (MS) - O prefeito de Dourados, no Mato Grosso do Sul, Ari Artuzi, preso na semana passada acusado de corrupção, foi expulso do PDT. A decisão adotada pela Executiva Estadual do partido, dissolveu também o Diretório Municipal e nomeou uma comissão provisória para reorganizar o partido na cidade.

 

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De acordo com o presidente estadual do PDT, deputado federal Dagoberto Nogueira, Artuzi é figura principal em evidências de corrupção divulgadas nos últimos dias pela imprensa de todo o País e grave ato de indisciplina partidária.

 

A foto do prefeito, juntamente com as dos demais acusados, foi estampada nesta sexta-feira, 10, em panfletos espalhados pelas ruas centrais, pedindo a exoneração dele, do vice-prefeito, além de cinco secretários da prefeitura e 11 vereadores, e a frase: "Apresentamos os ladrões que roubaram os douradenses".

 

Todos são têm participação ativa na "farra das propinas" e estão indiciados pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção e direcionamento de licitações públicas.

 

O Ministério Público Estadual pediu o afastamento dos 29 servidores e políticos envolvidos no esquema de corrupção, quebra do sigilo bancário e telefônico.

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