Preso em 2010, Arruda diz que eleitores o julgarão

Preso em 2010 por envolvimento no chamado mensalão do DEM, José Roberto Arruda se lançou ontem candidato ao cargo que ocupava na época do escândalo, o de governador do Distrito Federal.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2014 | 02h04

No palanque da convenção do PR, seu atual partido, Arruda teve a companhia do ex-senador Luiz Estevão, cassado em 2000 e processado por participar do superfaturamento da sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo.

Também estava no palanque o senador Gim Argello (PTB), que teve de desistir de uma indicação para o Tribunal de Contas da União por ser alvo de processos por crimes contra a administração pública.

Ao discursar, Arruda disse ter sido humilhado há quatro anos e que, agora, será julgado pelos eleitores. Adversário do petista Agnelo Queiroz, que disputará a reeleição, o ex-governador declarou apoio a Aécio Neves (PSDB) na corrida presidencial.

Agnelo também foi lançado candidato ontem. Em vídeo gravado para a convenção do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso dar continuidade a um projeto que "moralizou a política de Brasília".

O próprio PT considera difícil a reeleição de Agnelo. Ele enfrenta baixos índices de popularidade, acusações de superfaturamento do estádio Mané Garrincha e suspeitas que recaem até sobre a primeira dama, Ilza Queiroz, flagrada em grampo pedindo que um administrador regional suspeito de fraudar alvarás "agilizasse" um processo.

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