Preso doou R$ 84 mil em eleição

Executivo do Opportunity contribuiu em 2002 e 2006

Luciana Nunes Leal e Marcelo de Moraes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

11 de julho de 2008 | 00h00

Entre os presos da Operação Satiagraha, realizada pela Polícia Federal, o presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, foi um dos poucos a fazer doações a campanhas políticas.É o que apontam os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde a campanha de 2002.O ex-prefeito Celso Pitta também doou recursos como pessoa física. Quase todo o dinheiro que ele destinou a campanhas, porém, foi para si próprio - nas duas vezes em que tentou conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados, em 2002 e 2006. Pitta não conseguiu se eleger em nenhuma das duas tentativas.Principal executivo do Opportunity, Ferman doou R$ 15 mil em 2002 para o então deputado estadual Carlos Minc, atual ministro do Meio Ambiente, substituto de Marina Silva. Outros R$ 15 mil foram doados pelo executivo ao candidato Luiz Rogério Gonçalves Magalhães (PSB-RJ) - que não conseguiu se eleger.LISTAEm 2006, as doações eleitorais de Ferman somaram R$ 54 mil. Foram divididas da seguinte maneira: R$ 40 mil para o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ); R$ 10 mil para o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-SP), que presidiu a CPI dos Grampos na Câmara; e, finalmente, R$ 4 mil para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário no governo de Fernando Henrique. Pitta gastou mais naquele ano. O ex-afilhado político de Paulo Maluf (PP) e ex-prefeito de São Paulo doou R$ 62.306,03 para a própria campanha.No TSE também estão registradas doações do ex-prefeito no valor de R$ 4.200 para Paulo Cesar Marques de Velasco, candidato a deputado estadual do PSL - o partido ao qual Pitta era filiado na época; e de R$ 5.100 para o candidato a governador pelo mesmo partido, Roberto Siqueira Gomes.Em 2006, as doações de Pitta foram todas para sua própria candidatura e somaram R$ 84,6 mil. Depois de uma conturbada administração municipal, porém, ele nunca mais se elegeu.   Texto corrigido às 12h40. Diferentemente do que foi informado, o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) não é o ministro das Cidades mas sim um homônimo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.