Preso, Carlinhos Cachoeira não vai ao enterro da mãe em Goiás

Velório de Maria José de Almeida Ramos, a matriarca dos Cachoeira, atraiu cerca de 600 pessoas

Rubens Santos, da Agência Estado,

16 de abril de 2012 | 19h22

ANÁPOLIS - Cerca de 600 pessoas estiveram, nesta segunda-feira, 16, no velório de Maria José de Almeida Ramos, 82 anos, a dona Zezé. Mineira de Araxá, a mãe de Carlinhos Cachoeira morreu nesta madrugada e foi sepultada no final da tarde em Anápolis (GO).

Apesar da expectativa, Carlinhos Cachoeira, não compareceu. Acusado de comandar a máfia dos caça-níqueis em Goiás, e de investir dinheiro na campanha de políticos, ele permaneceu recluso no presídio de segurança máxima em Mossoró (RN). "Ela foi a matriarca dos Cachoeira", disse o vereador de Anápolis, Wesley Silva (PMDB). "Eu sou amigo da família", afirmou. O vereador negou que tenha recebido doação financeira da família Cachoeira em sua campanha política.

Quem também negou ajuda, mas esteve presente no enterro, foi o ex-deputado Frei Valdair, vinculado ao PTB e à Igreja Católica Apostólica Romana, atualmente sem mandato. "Fiz muitos batizados e casamentos na família da Dona Zezé", disse o frei. "Também batizei um dos filhos do Carlinhos (Cachoeira); mas não pedi apoio financeiro a ele", garante.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o prefeito de Anápolis, Antonio Roberto Ottoni Gomide (PT), não mandaram representantes, mas três secretários municipais estiveram presentes, entre eles Ademir Marinho (Esportes). Envolvido no escândalo das escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB) mandou uma coroa de flores.

De acordo com o boletim médico do Hospital Evangélico de Anápolis, Maria José de Almeida Ramos, "morreu às 02h30min devido à falência múltipla de órgãos". Mas o viúvo Sebastião de Almeida Ramos, 86 anos, disse que Dona Zezé "fumou a vida inteira" e sofria de fortes dores no pulmão. O casal teve 14 filhos.

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