Presídios brasileiros estão superlotados

A superlotação de presídios atinge 20 Estados brasileiros e não há perspectivas dentro do próprio governo federal de uma solução do problema nos próximos dois anos. Abrigando 43,6% de toda a população carcerária do País, o Estado de São Paulo tem hoje o maior déficit de vagas do sistema penitenciário nacional e o maior número de condenados cumprindo penas em delegacias de polícia.Um levantamento de circulação interna do Sistema de Informações Penitenciárias (Sipen), feito dia 8 de janeiro deste ano, traça um panorama da superlotação de presídios no País. O relatório foi preparado com dados enviados ao governo federal pelas secretarias de Segurança dos Estados. O documento mosta que há 36% a mais de presidiários, em média, nas celas de todo o País.Em todo o Brasil, há 211.953 presidiários, trancados em 155.879 vagas. Em 20 Estados aparecem as estatísticas da superlotação, com destaque para São Paulo, onde faltam 25.978 vagas no sistema prisional. Há 39% a mais de presos nas celas de presídos paulistas. No Rio de Janeiro faltam 5.490 vagas.A situação mais grave de superlotação, no entanto, não é em São Paulo. Em alguns Estados o déficit supera o próprio número de vagas. O Maranhão apresenta o pior quadro do País: há 3,2 presos por vaga. Sergipe tem 2,4 presos por vaga. Mato Grosso do Sul e Pernambuco têm dois presos por vaga.Além de Minas, só não há superlotação nos presídios de Alagoas, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.

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