Presidentes dos TREs pedem militares para segurança

O colégio de presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) divulgou carta hoje na qual repudia o atentado contra o desembargador Luiz Mendonça, presidente do TRE de Sergipe. Os magistrados também pedem a ajuda de forças "militares e paramilitares" para garantir a segurança dos juízes envolvidos no processo eleitoral.

CAROL PIRES, Agência Estado

20 de agosto de 2010 | 19h10

"Diante desse excesso calamitoso, pugnam os presidentes dos egrégios Tribunais Regionais Eleitorais que as forças militares e paramilitares se unam, no fim de resguardar a ordem no pleito e a integridade física daqueles que participam, direta e indiretamente, do processo eleitoral", diz o texto, aprovado hoje, em Brasília, durante o 50º Encontro do Colégio de Presidentes dos TREs.

O atentado, na avaliação dos presidentes regionais, "reflete o extremo estado de violência que assola a nação brasileira, expondo a riscos a ordem que a sociedade espera quando da realização da maior festa da democracia, que é o pleito eleitoral" e coloca em risco a normalidade das eleições.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Levandowski, participou do encontro pela manhã e comparou o atentado contra o presidente do TRE-SE ao ataque das torres gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. "Este atentado corresponde, do ponto de vista simbólico para os magistrados, como o 11 de Setembro para o mundo. É o momento de repensar a segurança da Justiça brasileira", disse Levandowski, ao ponderar, em seguida, que apesar do ocorrido "o processo eleitoral vai continuar na normalidade".

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