Presidentes aproveitam boa campanha de seus clubes e se lançam na política

Alexandre Kalil (Atlético-MG) e Gilvan Tavares (Cruzeiro) anunciam filiação ao PSB e PV

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2013 | 22h13

Belo Horizonte - Dois dirigentes aproveitam o bom momento de seus respectivos clubes para anunciar filiação a partidos políticos e, assim, estarem aptos a disputar alguma vaga nas eleições no ano que vem. Os presidentes do Atlético-MG, Alexandre Kalil, e do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, engrossarão os quadros do PSB e PV, respectivamente.

Presidente do líder do Campeonato Brasileiro, Tavares formalizou sua filiação ao PV nesta segunda, na sede do Cruzeiro, mas não confirmou se pretende disputar as próximas eleições. O presidente do diretório mineiro do partido, deputado estadual Agostinho Patrus, avaliou que o cartola pode disputar tanto a eleição majoritária quanto a proporcional e deve ajudar a "atrair votos para ajudar a eleger outros nomes" da legenda.

Já o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, anuncia sua filiação ao PSB na próxima quinta-feira, 3, em grande evento marcado para ocorrer em um hotel de Belo Horizonte. A data marcada por ele é apenas dois dias antes do fim do prazo para quem pretende disputar uma eleição.

A intenção da direção do PSB é lançar o presidente alvinegro para disputar uma vaga no Senado no ano seguinte à campanha vitoriosa do clube, que venceu a edição 2013 da Taça Libertadores, foi o vice-campeão brasileiro em 2012 e disputará o Mundial de Clubes no fim do ano.

A filiação do mandatário atleticano teve empenho pessoal do presidente nacional do partido e provável candidato à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PE), que deve participar da cerimônia na capital mineira.

Parte da legenda defende que o cartola seja candidato ao governo mineiro, mas o presidente do diretório estadual do PSB, deputado federal Júlio Delgado, afirmou que o próprio Kalil não teria intenção de disputar o Executivo. Ao atender o telefone na tarde desta segunda-feira, 30, Kalil disse apenas que "não podia falar" e desligou.

Delgado assumiu o comando do partido em Minas por intervenção de Campos, com a missão de construir uma candidatura majoritária e garantir um palanque forte para o pernambucano no Estado. O deputado ainda tenta convencer o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, a participar da disputa estadual, mas o próprio Lacerda já disse reiteradas vezes que não tem intenção de se candidatar ao governo.

Ele e Delgado são próximos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), também provável candidato à Presidência no que vem, e uma aliança entre os dois partidos em Minas não está descartada.

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