Presidente vai ao Nordeste para mostrar governo ativo

Presidente visitou Alagoas no domingo, após as fortes chuvas; Lá, ele se reuniu com o governador do Estado, Renan Filho (PMDB), e prefeitos de cidades atingidas

Daiene Cardoso, Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2017 | 03h00

Na tentativa de dar um ar de normalidade ao governo, o presidente Michel Temer montou uma agenda positiva de atividades para os próximos dias. Temer deixou ontem o isolamento em Brasília e partiu para Alagoas e Pernambuco, para visitar as áreas atingidas pelas chuvas.

O presidente levou na comitiva o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Em Maceió, Temer não conseguiu sobrevoar as áreas inundadas porque quando chegou já estava escuro. 

Ele se reuniu com o governador do Estado, Renan Filho (PMDB), e prefeitos de cidades atingidas. O presidente acenou com a liberação de recursos federais para as localidades atingidas pelas chuvas, mas recomendou que governadores e prefeitos façam levantamentos dos estragos. Temer viu fotos da situação e seguiu para Pernambuco, para se reunir com o governador Paulo Câmara (PSB).

Questionado sobre a substituição na Justiça, o presidente desconversou: “Isso é outro assunto”. Para a visita aos Estados nordestinos, Temer cancelou uma reunião com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), e com o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, substituto de Maria Silvia. 

Economia. Em outra frente para mostrar que o governo não está paralisado e permanecer no cargo, o presidente vai buscar o respaldo da classe empresarial nesta semana. O peemedebista vai participar da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2017, em São Paulo. Na véspera do evento, Temer dará entrevistas às agências internacionais e terá um jantar com executivos de empresas convidadas do fórum.

No Congresso, a base aliada montou uma agenda de votações. No Senado, a ordem é colocar em votação algumas Medidas Provisórias (MPs) e dar andamento à reforma trabalhista, que está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Já na Câmara, a estratégia é dar seguimento aos temas econômicos para sinalizar que a base segue sólida, a despeito da pressão das bancadas para abandonar o governo.

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