Presidente UDR se diz ameaçado e pede proteção

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que sua família recebeu ameaças por telefone depois de ter protocolado, no final da tarde desta segunda-feira, na Procuradoria Geral do Ministério Público Federal em São Paulo, pedido de instauração de inquérito criminal contra o coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile. Ele foi avisado que sua fazenda, em Sandovalina, Pontal do Paranapanema, será invadida."A pessoa que ligou não quis se identificar, mas falou para eu tomar cuidado, porque o MST vai invadir minha fazenda e acampar bem no portão", afirmou Garcia. A ação seria uma represália porque a UDR decidiu representar contra Stédile por "incitar a subversão da ordem política e social".O líder do MST afirmou no sábado que haverá uma onda de invasões durante o mês de abril e que os sem-terra vão "infernizar" para que o governo apresse a reforma agrária. No documento, a UDR requer a prisão de Stédile por infração à Lei de Segurança Nacional. O pedido é endereçado ao procurador geral da República, Cláudio Fontelles. Garcia disse que vai pedir proteção à Secretaria de Segurança Pública para sua família, ante a ameaça atribuída ao MST. "Nós tiramos nosso sustento daquela fazenda e, se forem invadir, vamos nos defender". A propriedade, segundo ele, tem cerca de 370 hectares.

Agencia Estado,

30 de março de 2004 | 05h37

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