´Presidente quer que eu fique, é verdade´, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior, Luiz Fernando Furlan, sinalizou nesta quinta-feira, 8, que poderá ficar no governo durante este segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente quer que eu fique, é verdade, ele já falou. Estou tratando com ele, no sentido de encontrarmos uma solução", disse, em rápida entrevista após café da manhã, em Brasília, com o presidente da Alemanha, Horst Köhler. Furlan negou notícias veiculadas na imprensa segundo as quais estaria condicionando sua permanência no governo a uma maior autonomia para definir os quadros do BNDES, já que a instituição é vinculada ao seu ministério.Segundo ele, a resistência que vem demonstrando em permanecer no ministério deve-se ao fato de ter se programado, desde o início, para ficar quatro anos no governo e a compromissos familiares que o obrigam a pensar em outras alternativas.EtanolQuestionado sobre o etanol e a possibilidade do acordo de fornecimento deste combustível aos Estados Unidos, o ministro disse que "no fundo" os EUA precisam do Brasil para implementar o seu programa de combustíveis renováveis.Furlan minimizou as resistências do governo americano em reduzir a sobretaxa imposta pelos EUA sobre o etanol brasileiro. "Governos não negociam através dos jornais, queremos negociar numa mesa, numa sala fechada", afirmou Furlan.O ministro brincou sobre a polêmica, afirmando que todas as "borbulhas" em torno do tema servem para "apimentar" um pouco o clima das negociações. "Mas a relação pessoal do presidente Lula com o presidente Bush é muito boa", ressaltou Furlan. O ministro disse que o Brasil vai ter o mercado mundial que quiser para vender etanol, mas que a prioridade é abastecer o mercado interno e os milhares de carros flex power que a cada dia entram no mercado.

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