Presidente não precisa ser corrupto, diz Marina Silva

Em entrevista à Rádio Grande Rio, de Petrolina (PE), a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse que o chefe do Executivo não precisa conviver com a corrupção para governar. "A maior parte das pessoas dentro dos governos não é corrupta", defendeu.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

19 Julho 2010 | 16h33

Segundo a presidenciável, a corrupção é combatida com "transparência e competência". Ao se referir ao episódio do mensalão de 2005, pior crise política do governo Lula, a ex-petista disse que "tem muita gente boa que não é corrupta, mesmo dentro do PT".

Com o início da propaganda eleitoral em agosto, Marina disse estar confiante em seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. "O mais importante é adquirirem confiança, proximidade com o candidato", avaliou.

Para a candidata, os nordestinos estão preocupados com a manutenção da estabilidade econômica e, principalmente, com o Bolsa Família. "E isso eles podem ter certeza que será mantido", garantiu. Segundo Marina, é preciso ir além dos programas sociais e criar postos de trabalho onde o desemprego chega a 90% da população, como no Estado de Piauí.

Perguntada sobre as obras de transposição do Rio São Francisco, Marina lembrou que ajudou a planejar o empreendimento com o então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB), e que vai manter o projeto, caso seja eleita. "Vamos manter o empreendimento porque não se pode ficar brincando com dinheiro público", afirmou.

Twitter

Simpatizantes da candidata verde promovem amanhã, durante todo o dia, uma espécie de "panelaço" pelo Twitter. Para promover a candidata, os participantes da comunidade de Marina no Orkut pretendem justificar na rede de microblogs por que devem votar na candidata.

Paralelo à mobilização virtual, a candidata se prepara para uma viagem aos Estados Unidos, onde participará de eventos da BM&F Bovespa, em Nova York. Marina embarca amanhã à noite e deve ficar dois dias no país, onde participará de almoço com empresários, dará entrevista ao jornal The Wall Street Journal e inaugurará um comitê de campanha no Brooklyn.

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