Presidente não é refém de nenhum sindicato, diz Feijóo

O assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República e ex-vice presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijóo, reafirmou nesta segunda-feira, ao comentar as greves do funcionalismo público, que o foco da presidente Dilma Rousseff "é fazer a economia andar para que aqueles que não têm estabilidade não percam seu emprego em função da crise". O discurso reforça a posição do governo diante do impasse das negociações com os servidores, já exposta pela presidente há dez dias, em visita a Minas Gerais. Na avaliação de Feijóo, "a presidente Dilma não é refém de nenhum sindicato".

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

20 de agosto de 2012 | 11h34

Faz parte da democracia, salientou o assessor, que as organizações sindicais "lutem pelo que achem que é correto", como é o caso dos servidores públicos com garantia de emprego. "Qualquer governo democrático tem de saber que precisa conviver com a possibilidade de greve, seja no setor público, seja no privado", afirmou.

O assessor lembrou que as categorias dos servidores públicos não possuem data-base para reajustes salariais, o que pode mudar com a regulamentação prevista pela Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já aprovada pelo Congresso Nacional. "Ao regulamentarmos a Convenção 151 da OIT, estará estabelecido todo o procedimento de fazer as reivindicações, de como resolver e, no impasse, de como negociar", disse.

Enquanto isso não ocorre, Feijóo afirmou que o governo não está engessado pela greve dos servidores, mas admitiu o impasse: "O governo deixou claro dentro do processo de negociação o seu limite e cabe às categorias aceitarem ou não. Se não aceitarem, só a história dirá (o que irá ocorrer) porque o governo certamente tem dificuldades de romper os limites estabelecidos pela crise econômica e pela capacidade fiscal", comentou.

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