Presidente 'jamais solicitou pagamento' por compra de silêncio de Cunha, diz Palácio do Planalto

Nota acrescenta que peemedebista defende 'ampla e profunda investigação' para apurar denúncias

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2017 | 21h35

BRASÍLIA - Depois de uma hora e meia de reunião com seus principais ministros e assessores, o presidente Michel Temer distribuiu nota à imprensa, negando que tenha "participado ou autorizado" qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. De acordo com a delação, na noite de 7 de março, com um gravador no bolso, Joesley Batista, executivo do maior grupo processador de carne do mundo, teria chegado ao Palácio do Jaburu, onde o presidente o aguardava, segundo jornal O Globo.

Na nota, que é assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), o presidente Temer confirma que houve o encontro com o presidente da JBS, no Palácio do Jaburu, no começo de março, mas afirmou que "não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República". Temer diz ainda que "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados".

Antes da divulgação da nota, Temer estava reunido, no Planalto, com os ministros da Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência e da Secretaria de Governo, além do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e diversos parlamentares. Maia, como presidente da Câmara, pode barrar o processo de impeachment. O senador Romero Jucá também participou da reunião.

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