Presidente foi condenado e vice responde a inquérito

O presidente da Câmara de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), foi condenado à perda dos direitos políticos por seis anos por supostos atos de improbidade quando ocupava o cargo de diretor-presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em 1992. Ele teria contratado mão-de-obra sem concurso público. Foi condenado a devolver, com outros réus, cerca de R$ 50 milhões em valores atualizados aos cofres municipais. Rodrigues recorreu ao Tribunal de Justiça, que confirmou a condenação.O parlamentar se considera injustiçado. Seu advogado, Guilherme Amorim Campos da Silva, entrou com recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Os recursos ainda não foram julgados. Silva acredita que o vereador será absolvido porque praticou atos legais de gestão.Vice-presidente da Câmara, Adilson Amadeu (PTB) disse que já foi ouvido em inquérito e negou a manipulação do painel. Ele espera que o caso seja arquivado. De acordo com as certidões expedidas pela Justiça Eleitoral, o vereador respondeu a outros nove inquéritos e processos entre 1991 e 2001, mas todos encontram-se arquivados e em nenhum ele foi condenado. Amadeu garantiu que esses casos se devem à sua atuação como presidente do Sindicato dos Despachantes durante mais de oito anos. "Tudo o que acontece no sindicato, a bomba cai no presidente."Gabriel Chalita (PSDB), eleito com a maior votação - 102.048 votos - registra inquérito no 96.º Distrito Policial sobre suposto crime contra a administração da Justiça. O advogado de Chalita, Ricardo Vita Porto, disse que o Conselho Estadual de Educação fechou, em 2006, uma escola que estaria em situação irregular e a proprietária denunciou à polícia toda a cúpula da pasta. Chalita era o secretário e foi incluído no caso. "Não há qualquer ação contra ele, apenas investigação de um caso corriqueiro e que, acreditamos, não vai se transformar em processo", disse o advogado.

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