Presidente dos EUA avisa que barreira ao etanol não cai já

Obama admite que discussão sobre biocombustível brasileiro no [br]país é fonte de tensão; Lula diz que não esperava resposta imediata

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, admitiu ontem que a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro não vai ser eliminada no curto prazo. "Eu sei que a questão do etanol brasileiro entrando nos Estados Unidos tem sido uma fonte de tensão entre os dois países", disse Obama. "E isso não vai mudar da noite para o dia, mas na medida em que continuamos construindo nossa troca de ideias sobre o comércio de biodiesel, com o tempo essa fonte de tensão pode ser resolvida."Ao lado de Obama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não esperava mesmo uma resposta imediata e, com o tempo, o Brasil provaria que o biocombustível é uma "alternativa extraordinária". "Ninguém consegue mudar sua matriz energética da noite para o dia", ressaltou o presidente brasileiro. "Graças a Deus o Brasil já detém há 30 anos essa tecnologia."Lula disse a Obama que iria levá-lo para andar de carro "flex fuel" quando ele fosse ao Brasil. "Você vai se sentir muito confortável", disse o presidente brasileiro.Obama contou que já teve um carro bicombustível nos EUA, mas ressaltou que o problema é que existem poucos postos para abastecimento no país.Segundo Lula, os dois também conversaram sobre a necessidade de desenvolver projetos de biocombustíveis em terceiros países, como os da África.

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