Presidente do TSE pede mais coerência em coligações

Em freio à "poligamia eleitoral", o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restringiu a formação de alianças aleatórias nos Estados. O presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que as coligações feitas na campanha deste ano terão de ser mais coerentes. Uma decisão unânime tomada na noite de ontem pelo TSE impede que vários partidos se coliguem para governador, mas fiquem separados na disputa pelo Senado.

ANA PAULA SCINOCCA E MARIÂNGELA GALLUCCI, Agência Estado

12 Maio 2010 | 19h52

Apesar de a decisão ter reduzido as possibilidades de coligação, Lewandowski considera que não houve um engessamento das alianças. "Eu não gostaria de usar a palavra engessado. Eu acho que deve haver mais uma coerência. As alianças devem guardar uma coerência maior. A decisão foi no sentido de que as alianças mantivessem uma certa coerência política e ideológica", disse Lewandowski.

Na prática, a decisão do TSE dificulta as negociações de alianças nos Estados. O tribunal chegou a essa conclusão durante o julgamento de consultas do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A resposta do TSE terá influência direta principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. No caso do Rio, o PV terá, com a decisão de ontem, que sacrificar sua pré-candidata ao Senado, a vereadora Aspásia Camargo, para dar espaço ao ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM). Isso porque a aliança com o DEM é fundamental para que o pré-candidato do partido ao governo, Fernando Gabeira, ganhe mais tempo no horário da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Além do PV e do DEM, também farão parte da coligação o PSDB e o PPS - que tem Marcelo Cerqueira como pré-candidato ao Senado.

Já no caso de São Paulo, a decisão do TSE obrigará o PTB a não se coligar formalmente ao PSDB para a candidatura de Geraldo Alckmin. No Estado, já são pré-candidatos formais ao cargo de senador os políticos Orestes Quércia, do PMDB, e Aloysio Nunes, do PSDB. Isso obrigará o PTB, que tem Romeu Tuma como candidato à reeleição, a não participar da coligação formal em torno de Alckmin e apenas apoiá-lo informalmente.

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