Presidente do TSE critica tentativa de 3º mandato de Lula

Marco Aurélio Mello rebate proposta de deputado petista que pode abrir brecha para mais um mandato

REUTERS

11 de abril de 2008 | 11h00

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, criticou o movimento de alguns parlamentares petistas para tentar viabilizar um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil "precisa de homens públicos que observem a lei em vigor no País". "Gostaria de pedir perdão e perguntar: 'Nós vivemos no mesmo mundo? Já houve reeleição"', afirmou o presidente do TSE a jornalistas, na noite de quinta-feira, no Rio de Janeiro.   Veja também: Lula diz que terceiro mandato é falta de assunto da oposiçãoOposição pode ouvir 'o que não quer' de Dilma, diz Lula  Lula diz estar disposto a fazer acordo sobre MPs Aécio cita Constituição para criticar 3º mandato de LulaDeputado petista pede assinaturas para terceiro mandato Apesar de Lula negar a intenção, nesta semana, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), um dos principais defensores do terceiro mandato para Lula, começou a coletar assinaturas para uma proposta de emenda à Constituição que poderia beneficiar Lula com um terceiro mandato maior do que os dois períodos de quatro anos que se encerram em 2010. O presidente do TSE combateu o projeto de lei, e reiterou que o Brasil tem que aprender a cumprir suas leis. "Eu, como presidente do TSE, entreguei o diploma (ao presidente Lula) para o exercício de um mandato durante quatro anos. Observemos as leis estabelecidas", afirmou o ministro. "Eu indago se teríamos melhores dias simplesmente com simples mudança das leis. O que nós precisamos no Brasil é de homens públicos que observem as leis em vigor", reiterou o presidente do TSE, que participou da inauguração do Centro Cultural da Justiça eleitoral na capital fluminense. O presidente Lula, em entrevista coletiva na Holanda, voltou a negar a intenção de disputar o terceiro mandato e afirmou que a discussão "é falta de assunto da oposição", de acordo com a Agência Brasil. "Oito anos na Presidência de um país é tempo suficiente para a gente executar um programa de governo", afirmou o presidente. (Por Rodrigo Viga Gaier)

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