Presidente do TSE critica impressão do voto eletrônico

Marco Aurélio Mello diz ver um 'retrocesso' e que proposta foi feita pelos 'derrotados' nas eleições

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo,

29 de novembro de 2007 | 20h03

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, reagiu nesta quinta-feira, 29, à aprovação do projeto que obriga a impressão do voto na urna eletrônica e abre a possibilidade para auditoria em pelo menos 2% das urnas. A proposta foi aprovada pela Subcomissão Especial de Segurança do Voto Eletrônico da Câmara dos Deputados.  Veja também:  Ouça áudio do presidente do TSE, Marco Aurélio Mello   Subcomissão da Câmara aprova voto eletrônico impresso "O TSE vê nesse projeto um retrocesso", afirmou Marco Aurélio. "O que eu vejo é que estamos na contramão. Nós precisamos corrigir no Brasil o que não está dando certo", acrescentou. "Há algo oculto nessa tentativa de se menosprezar o que aponto que hoje é orgulho nacional", continuou, avaliando que a proposta foi encampada por políticos derrotados nas eleições passadas. O ministro considerou que a lei pode ser considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque, de acordo com ele, permitiria ao mesário saber qual foi o voto dado pelo eleitor em caso de reclamação.  Para a lei ser aprovada, ainda é preciso ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pelo plenário para depois ser enviada ao Senado. Em 2002, parte das urnas eletrônicas tinha acoplada uma impressora. Na época, houve problemas no sistema e formaram-se longas filas nas seções. O então presidente do TSE Nelson Jobim admitiu os problemas e pediu ao Congresso que a lei que obrigou a impressão dos votos fosse derrubada. 

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