Presidente do TRT apóia retomada de obras em SP

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), Antonio de Oliveira, discute hoje com representantes de sindicatos de trabalhadores e patronais a elaboração de um manifesto em apoio à retomada das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, paralisadas desde outubro de 1998. O objetivo do documento é sensibilizar os poderes Executivo e Legislativo para que voltem a investir na obra, orçada em R$ 44 milhões pelo Banco do Brasil, para a conclusão em um prazo de 24 meses."Podemos garantir que 60% do empreendimento está concluído. Preparamos também um novo projeto, e o edital também está pronto. Só dependemos da liberação das verbas", disse o assessor especial da presidência do TRT-SP, Cesar Augusto Gilii. Segundo ele, a obra deveria receber R$ 15 milhões, este ano, conforme previsto no Orçamento Geral da União. No entanto, durante a apreciação da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, a receita foi pulverizada em outras obras do poder Judiciário e, com isso, somente R$ 900 mil estão previstos."O Tribunal Superior do Trabalho (TST) se comprometeu a repassar R$ 8,8 milhões de sua receita deste ano para a retomada das obras. Mas a direção do TRT-SP e os líderes sindicais e patronais entendem ser necessário a licitação dos R$ 15 milhões previstos inicialmente", defendeu o assessor, sem saber informar quando a verba já definida estará disponível. "Isso vai depender das liberações da equipe econômica do poder Executivo", explicou.De acordo com Gilii, o presidente do TST, Almir Pazzianotto, manteve conversas com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com alguns líderes de partidos políticos, para que a obra do Fórum Trabalhista seja reiniciada o mais breve possível, contando com os recursos necessários para a sua conclusão. "Existe um consenso nos Três Poderes de que essa obra é prioritária e emergencial. O problema é que dentro do poder Legislativo, os deputados federais e senadores não querem ter sua imagem pública desgastada por causa do histórico da obra. Mas trata-se de uma prioridade para o povo brasileiro e é um absurdo pôr em risco tudo o que foi investido por conta de um problema político", disse.Segundo o assessor especial, até outubro de 1998, quando o contrato com a construtora Incal foi rescindido, R$ 172 milhões foram injetados no imóvel. O manifesto deverá ser elaborado no encontro de hoje e, segundo previsões de Gilii, será encaminhado por uma comissão ao presidente Fernando Henrique Cardoso e à mesa diretora do Congresso Nacional, possivelmente na próxima semana."Acreditamos ser esta uma grande oportunidade para a manifestação pública da importância da obra e, desta maneira, seremos capazes de tratar um assunto com transparência e a seriedade que ele exige", sustentou o assessor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.