Presidente do Tribunal de Contas renuncia ao cargo no RS

João Luiz Vargas pediu licença 45 dias depois de ser declarado réu em ação de improbidade administrativa

Sandra Hahn, de O Estado de S.Paulo,

15 de setembro de 2009 | 19h10

O presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, João Luiz Vargas, entregou nesta terça-feira (15) carta de renúncia ao cargo, 45 dias depois de ter sido transformado em réu em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir da Operação Rodin, da Polícia Federal. Na carta, Vargas explica que precisa se ausentar das atividades no tribunal para tratamento de saúde. O conselheiro João Osório, que recebeu a carta, disse que o colega talvez não retorne ao tribunal neste ano, por causa de problemas cardíacos.

 

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Vargas cumpriria mandato na presidência do tribunal até dezembro. A corte irá marcar eleição para substituir o conselheiro temporariamente na função até o final do mandato. João Osório preferiu não avaliar o efeito poltico da renúncia, que reduz a pressão sobre o tribunal decorrente da ação judicial e da investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia sobre supostos atos de corrupção envolvendo agentes públicos.

 

A Operação Rodin investigou esquema de fraude no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A PF calcula que o esquema desviou mais de R$ 40 milhões. Além de Vargas, a ação de improbidade administrativa tem outros oito réus e tramita da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS).

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