Presidente do Supremo responde a crítica de Lula

O presidente do Supremo, Maurício Correa, respondeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que hoje, em discurso em Pelotas, criticou o fato de uma procuradora se aponsentar antes de uma trabalhadora rural. "O Judiciário é uma carreira de Estado. Até nos regimes totalitários havia diferença. O ideal seria que fosse o que o presidente acha que deveria ser, mas na verdade existem as carreias de Estado. Se pudessem remunerar um trabalhador rural com 50 salários mínimos seria o ideal", disse Correa. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Naves, disse que não identificou nas palavras do presidente Lula uma crítica ao judiciário. "O ideal seria que todos ganhássemos muito bem. Mas isto, infelizmente, não pode acontecer. Temos de entender que o magistrado é um agente político", disse. Os juízes federais, do trabalho e militares defenderam hoje a criação de um regime previdenciário próprio e, portanto, a exclusão da magistratura da proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência que tramita no Congresso. O documento resumindo a posição de cada segmento da magistratura foi divulgado no Supremo Tribunal Federal. O presidente STJ defendeu a proposta. Os juízes querem que o regime previdenciário próprio para a magistratura seja proposto ao Congresso por meio de uma Lei Complementar de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. "A magistratura necessita de ter atrativos para recrutar como juízes os melhores. Para que isto aconteca é necessário que a magistratura tenha um regime remuneratório diferente", disse Neves.

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