Presidente do Supremo chora em excesso, diz CUT

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, disse hoje que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, "chora em excesso" sobre a reforma da Previdência. "Pensar em lei ordinária para regulamentar a aposentadoria dos magistrados é um descalabro, inaceitável", disse, em entrevista à Agência Estado. "O fato de o governo manter a integralidade para as aposentadorias dos atuais servidores e discutir a paridade já contempla os interesses dos altos salários", argumentou. Marinho, que permanece em Brasília para encontros com os deputados da bancada trabalhista, avalia que o momento é de buscar acertos em torno da reforma para que o relator da proposta, deputado José Pimentel (PT-CE), possa realizar a leitura do seu relatório amanhã. Por isso, Marinho acredita que os governadores deverão manifestar apoio hoje à nova proposta do Palácio do Planalto, apresentada ontem em reunião em Brasília. "Os governadores devem aceitar a nova proposta porque os atuais servidores estaduais já contribuem com uma base de 11% e sem limite. Se os estados não mantêm a integralidade, considerando a transição para o novo modelo, há o risco desses servidores ingressarem com ações judiciais e o Poder Judiciário aproveitará para dar ganho de causa a esses servidores, o que vai tensionar ainda mais o ambiente", analisou. O presidente da CUT negou ter fechado acordo com o governo para que o teto das aposentadorias no texto da reforma passe de R$ 2,4 mil para R$ 2,7 mil. "Desconheço essa informação noticiada pela imprensa. Continuamos buscando um teto de R$ 4,8 mil e negociando a contribuição de inativos e o redutor das pensões, além da paridade para os atuais servidores que se aposentarem", garantiu.

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