Presidente do STJ exagerou um pouco, diz Arthur Virgílio

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Arthur Virgílio, disse hoje, em entrevista ao programa ?Bom Dia, Brasil?, da TV Globo, que foram exageradas as declarações do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Costa Leite, depois que o governo transferiu para o STF a competência de julgamento de atos de ministros de Estado, para impedir o pagamento dos salários dos professores universtários em greve. "Nós vamos nos curvar às decisões de última instância. Por enquanto ficamos com a jurisprudência do STJ e do STF que nos diz que é para descontar os dias parados", afirmou Virgílio, que acredita que a paralisação está se enfraquecendo, com algumas universidades voltando ao trabalho. Para o ministro, o presidente do STJ teve um certo "arroubo", ao protestar contra a posição do governo, mas acredita que o ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, será bem sucedido na proposta do "chimarrão da paz", ao presidente do tribunal, que é gaúcho, para o fim da crise entre Executivo e Judiciário.SucessãoArthur Virgílio disse que o candidato à sucessão presidencial deve ser capaz de motivar a base governista e de fazer a população refletir sobre a necessidade de se enfrentar a crise e garantir, no futuro, o crescimento sustentado. "Quando vejo as pesquisas fico feliz. A Roseana (do PFL, governadora do Maranhão), está muito bem, ela é da base do governo. E o Serra (ministro da Saúde) bem posicionado, em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto.Vejo também o Tasso (governador do Ceará) com potencial muito grande. Agora, francamente acho que temos que nos unir", afirmou. Ele criticou a postura do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu os subsídios agrícolas na França, e fez ironia com relação à colocação do candidato, que está em primeiro nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o ministro, Lula cresce nas pesquisas há 12 anos. "Aí no segundo turno é derrotado por alguém que represente a mudança, a responsabilidade fiscal e o compromisso com a racionalidade administrativa".

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