Presidente do STJ diz ser contra greve mas não censura juízes

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Naves, disse que não concorda com a greve dos juízes. "Não é do meu agrado, nem poderia me agradar estando eu na presidência do Tribunal", disse. "Mas não censuro os grevistas", ressalvou. Naves reconheceu que a greve faz parte do jogo democrático. Ele acredita, no entanto, que antes da greve, por meio do diálogo, seja possível desarmar os espíritos exaltados e chegar a um consenso. "Estou torcendo por isso", disse ele. Sobre a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) de que funcionário público não pode fazer greve, disse que a questão ficará a cargo da Justiça.O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Francisco Fausto, disse que os juízes não deveriam entrar em greve. "Juiz é uma carreira típica de Estado e não deve fazer greve. É a mesma coisa que dizer que congressista ou presidente da República vão fazer greve."Além disso, Francisco Fausto observou que os juízes são funcionários públicos e que o direito de greve pelos servidores públicos não pode ser exercido porque ainda não foi aprovada uma lei complementar regulamentando o assunto. Ele afirmou que como ainda não foi regulamentado o direito de greve, a justiça não pode julgar se a greve do servidor foi abusiva ou não. O presidente do TST considera que as negociações têm maior poder de persuasão que as greves.

Agencia Estado,

21 de julho de 2003 | 20h10

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