Presidente do STJ critica interpelação feita a Jobim

Nesta quinta-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, criticou a decisão de um grupo de juristas de protocolar uma interpelação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando do ministro Nelson Jobim - presidente do STF - uma definição sobre se vai concorrer às eleições de outubro deste ano. O nome de Jobim é comentado tanto como um dos supostos pré-candidatos do PMDB para disputar a presidência quanto como possível candidato a vice-presidente numa chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva."É um bom panfleto para quem quer uma mídia: não tem pé nem cabeça!", disse Vidigal sobre a interpelação de juristas, ao deixar o Palácio do Planalto, onde se encontrou com Lula. Vidigal foi pedir ao presidente que apóie emendas do tribunal ao Orçamento da União deste ano, nas quais pleiteia mais verbas para informatização e interiorização da Justiça Federal.Perguntado se as decisões de Jobim na presidência do STF estariam sendo tomadas sob influência de interesses políticos, Vidigal disse que não emitiria juízos de valor sobre elas, mas observou que, até agora, não há o que reclamar do desempenho de Jobim: "Até agora, não houve nenhum prejuízo ao STF."Segundo Vidigal, disputar a eleição é uma decisão de foro íntimo, "e ninguém pode impedir que o nome de uma autoridade seja citado em pesquisa de opinião pública para avaliar a preferência do eleitorado".

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